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quarta-feira, 31 de outubro de 2018

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Ciro diz que foi ‘miseravelmente traído’ por Lula e reafirma que não fará mais campanha para o PT

Postado Por Junior Carvalho  | Sem Comentarios


Candidato derrotado do PDT na disputa presidencial deste ano, Ciro Gomes afirmou, em entrevista ao Jornal Folha de São Paulo, que foi “miseravelmente traído” pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e seus “asseclas”.
Em seu apartamento, em Fortaleza, onde concedeu entrevista nessa terça-feira, 30, a primeira após a eleição de Jair Bolsonaro (PSL), o terceiro colocado nas eleições deste ano nega ter lavado as mãos ao ter viajado para a Europa depois do primeiro turno. “A gente trai quando dá a palavra e faz o oposto”. “Não declarei voto ao Haddad porque não quero mais fazer campanha com o PT”, disse.
O pedetista critica a atuação do PT para impedir o apoio do PSB à sua candidatura e diz que considerou um insulto convite de Lula para assumir o papel de seu vice no lugar Fernando Haddad (PT).
Confira abaixo a entrevista completa com o ex-candidato do PDT à Presidência, Ciro Gomes:
No primeiro turno, o senhor afirmou que choraria e deixaria a política se Bolsonaro ganhasse. Deixará a vida pública?
Eu disse isso comovidamente porque um País que elege o Bolsonaro eu não compreendo tanto mais, o que me recomenda não querer ser seu intérprete. Entretanto, do exato momento que disse isso até hoje, ouvi um milhão de apelos de gente muito querida. E, depois de tudo o que acabou acontecendo, a minha responsabilidade é muito grande. Não sei se serei mais candidato, mas não posso me afastar agora da luta. O País ficou órfão.
E não tomou uma decisão se será candidato em 2022?
Não. Quem conhece o Brasil sabe que você afirmar uma candidatura a 2022 é um mero exercício de especulação, porque a adrenalina não pacificou. Só essa cúpula exacerbada do PT é que já começou a campanha de agressão. Eu não. Tenho sobriedade e modéstia. Acho que o país precisa se renovar.
O senhor disse que deixaria a vida pública porque a razão de estar na política é confiar no povo brasileiro. Deixou de confiar?
Não, procurei entender o que aconteceu. Esse distanciamento me permitiu isso. O que aconteceu foi uma reação impensada, espécie de histeria coletiva a um conjunto muito grave de fatores que dão razão a uma fração importante dessa maioria que votou no Bolsonaro. O lulopetismo virou um caudilhismo corrupto e corruptor que criou uma força antagônica que é a maior força política no Brasil hoje. E o Bolsonaro estava no lugar certo, na hora certa. Só o petismo fanático vai chamar os 60% do povo brasileiro de fascista. Eu não, de forma nenhuma.
Naquele momento do país, uma viagem à Europa não passou uma impressão de descaso? [Ciro viajou para Portugal, Itália e França após o 1º turno]
Descaso não, rapaz, é de impotência. De absoluta impotência. Se tem um brasileiro que lutou, fui eu. Passei três anos lutando.
Com a sua postura de neutralidade, não lavou as mãos em um momento importante para o país?
Não foi neutralidade. Quem declara o que eu declarei não está neutro. Agora, o que estava dizendo, por uma razão prática, não iria com eles se fossem vitoriosos, já estaria na oposição. Mas estava flagrante que já estava perdida a eleição.
Por não ter declarado voto, não teme ser visto como um traidor pelos eleitores de esquerda?
A gente trai quando dá a palavra e faz o oposto. Quem tiver prestado a atenção no que falei, está muito clara a minha posição de que com o PT eu não iria.
Não se aliará mais ao PT?
Não, se eu puder, não quero mais fazer campanha para o PT. Evidente, você acha que eu votei em quem?
No Haddad?
Vou continuar calado, mas você acha que votei em quem com a minha história? Eles podem inventar o que quiserem. Pega um bosta como esse Leonardo Boff [que criticou Ciro por não declarar voto a Haddad]. Estou com texto dele aqui. Aí porque não atendo o apelo dele, vai pelo lado inverso. Qual a opinião do Boff sobre o mensalão e petrolão? Ou ele achava que o Lula também não sabia da roubalheira da Petrobras? O Lula sabia porque eu disse a ele que, na Transpetro, Sérgio Machado estava roubando para Renan Calheiros. O Lula se corrompeu por isso, porque hoje está cercado de bajulador, com todo tipo de condescendências.
Quem são os bajuladores?
É tudo. Gleisi Hoffmann, Leonardo Boff, Frei Betto. Só a turma dele. Cadê os críticos? Quem disse a ele que não pode fazer o que ele fez? Que não pode fraudar a opinião pública do País, mentindo que era candidato?
Por que o senhor não aceitou ser candidato a vice-presidente de Lula?
Porque isso é uma fraude. Para essa fraude, fui convidado a praticá-la. Esses fanáticos do PT não sabem, mas o Lula, em momento de vacilação, me chamou para cumprir esse papelão que o Haddad cumpriu. E não aceitei. Me considerei insultado.
Por que não declarou voto em Haddad?
Aquilo era trivial. O meu irmão foi a um ato de apoio a Haddad, depois de tudo o que viu acontecendo de mesquinho, pusilânime e inescrupuloso. É muito engraçado o petismo ululante. É igual o bolsominion, rigorosamente a mesma coisa. O Cid está lá tentando elaborar uma fórmula de subverter o quadro e é vaiado. Estou devendo o que ao PT?
Não declarou voto no Haddad por causa do Lula?
Não declarei voto ao Haddad porque não quero mais fazer campanha com o PT. Agora, em uma eleição que tem só dois candidatos, na noite do primeiro turno, disse à imprensa: “Ele não”. O que ele quer mais agora? Cid Gomes cobrou uma autocrítica dos petistas. E quais foram os erros cometidos pelos pedetistas? Devemos ter cometido algum erro e merecemos a crítica. Mas, nesse contexto, simplesmente multiplicamos por um milhão as energias que nos restaram para trabalhar. Fomos miseravelmente traídos. Aí, é traição, traição mesmo. Palavra dada e não cumprida, clandestinidade, acertos espúrios, grana.
Isso por Lula?
Pelo ex-presidente Lula e seus asseclas. Você imagina conseguir do PSB neutralidade trocando o governo de Pernambuco e de Minas? Em nome de que foi feito isso? De qual espírito público, razão nacional, interesse popular? Projeto de poder miúdo. De poder e de ladroeira. O PT elegeu Bolsonaro. Todas as pesquisas, não sou eu quem estou dizendo, dizem isso. O Haddad é uma boa pessoa, mas ele, jamais, se fosse uma pessoa que tivesse mais fibra, deveria ter aceito esse papelão. Toda segunda ir lá [visitar Lula], rapaz. Quem acha que o povo vai eleger pessoa assim? Lula nunca permitiu nascer ninguém perto dele. E eles empurram para a direita, que é o querem fazer comigo.
A postura do senhor não inviabiliza uma reaglutinação das siglas de esquerda?
Não quero participar dessa aglutinação de esquerda. Isso sempre foi sinônimo oportunista de hegemonia petista. Quero fundar um novo campo, onde para ser de esquerda não tem de tapar o nariz com ladroeira, corrupção, falta de escrúpulo, oportunismo. Isso não é esquerda. É o velho caudilhismo populista sul-americano.
A liberdade de imprensa está ameaçada?
É muito epidérmica a nossa sensibilidade. Não acho que tem havido nenhuma ameaça à liberdade de imprensa até aqui. Por isso que digo que uma das centralidades do mundo político brasileiro deveria ser um entendimento amplo o suficiente para cumprir a guarda da institucionalidade democrática. E um dos elementos centrais disso é a liberdade de imprensa. A imprensa brasileira nepotista e plutocrata como é parte responsável também por essa tragédia.
A imprensa ajudou a eleger Bolsonaro?
A arrogância do [William] Bonner achando que podia tutelar a nação brasileira, falar pela nação brasileira. A Folha que repercute uma calúnia contra uma cidade inteira que é reconhecida mundialmente como um elemento de referência de educação para me alcançar [Ele se refere a reportagem sobre relatos de estudantes de fraudes em avaliações nas escolas de Sobral, no Ceará].
E os ataques feitos pelo Bolsonaro à Folha? É uma ameaça?
Não considero, não. A Folha tem capacidade de reagir a isso e precisa ter também um pouco de humildade, de respeitar a crítica dos outros.







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terça-feira, 30 de outubro de 2018

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"O porte de arma de fogo tem que ser flexibilizado", defende Bolsonaro

Postado Por Junior Carvalho  | Sem Comentarios



O presidente eleito do Brasil, Jair Bolsonaro (PSL), concedeu uma série de entrevista para emissoras de TV na noite desta segunda-feira, 29. Em uma delas, para a Record, o novo mandatário do executivo explicou uma das áreas principais de seu programa de governo: a liberação das armas. Segundo ele, tanto a posse quanto o porte de arma de fogo devem ser flexibilizados em seu mandato.
  
Um dia após o fim das eleições deste ano, Bolsonaro disse que quer dar a posse definitiva para a população. “Não podemos (revisar a posse) periodicamente de 5 em 5 anos, porque senão vira o ‘IPVA das armas’. É criar mais um encargo para quem quer ter uma arma de fogo dentro da sua casa para defender a integridade de sua família”, explicou.
  
Para o novo chefe do executivo nacional, é necessário fazer uma “revisão” do Estatuto do Desarmamento, aprovado em 2003, durante o primeiro governo do ex-presidente Lula (PT). O documento dispõe sobre o registro, a posse e a comercialização de armas e munições no Brasil.
  
“Agora o porte de arma de fogo tem que ser flexibilizado também. Por exemplo, por que que o caminhoneiro não pode ter porte de arma de fogo?”, questiona Bolsonaro, que disse acreditar que a facilitação ao acesso às armas irá melhorar a situação da segurança pública no País. “Casar isso com o excludente de ilicitude, que é em defesa da vida própria e de terceiros, pode ter certeza que a bandidagem vai diminuir”, projetou.
  
“Faxina” e diálogo
O presidente Jair Bolsonaro foi questionado sobre declarações dadas no último dia 21 de outubro, quando afirmou que seria feita uma “faxina” e que os “marginais vermelhos” seriam banidos do Brasil, em referência a seus adversários. O capitão da reserva do Exército esquivou-se dizendo que sua fala estava apontada para movimentos sociais, segundo as quais, teriam cunho “terrorista”.
  
Segundo Bolsonaro, com movimentos como dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) “não há diálogo”. Para eles estariam reservada apenas “uma legislação bastante dura”. “No que depender de mim, qualquer invasão do MST ou MTST terá que ser tipificada como terrorismo. A propriedade privada é sagrada, seja urbana ou rural”, declarou. 
  
Ele complementou ainda: “Hoje em dia, o fazendeiro vive aterrorizado por esses grupos que invadem propriedade. Não devia ser assim, teria que ser o contrário. Por isso que eu quero armar o fazendeiro. Ele tem que ter o poder de reagir.”
  
Alterações no Código Penal também devem acontecer, segundo espera Bolsonaro, que defende ainda a exclusão de crime quando o uso de arma de fogo acontecer em autodefesa. “Se alguém entra na tua casa hoje em dia, mesmo você com uma arma legal, e você der vários tiros naquela pessoa e ela acaba não morrendo, você responde por tentativa de homicídio e o outro por invasão de domicílio. Devemos acabar com isso aí”, salientou.






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segunda-feira, 29 de outubro de 2018

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'Liberdade' e 'Deus' dominam discurso de presidente eleito

Postado Por Junior Carvalho  | Sem Comentarios


Em fala de 7min50s, o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) prometeu respeitar a Constituição e indicou que seguirá uma linha de ação liberal na economia.


"Nunca estive sozinho, sempre senti o poder de Deus e a força do povo brasileiro, orações de homens, mulheres, crianças, famílias inteiras que, diante da ameaça de seguirmos por um caminho que não é o que os brasileiros desejam e merecem, colocar o Brasil, nosso amado Brasil, acima de tudo...



...faço de vocês minhas testemunhas de que este governo será um defensor da Constituição, da democracia e da liberdade. Isso é uma prokmessa não de um partido, não é a palavra vã de um homem. É um juramento a Deus. A verdade vai libertar este grande país. E a liberdade vai nos transformar em uma grande nação.

A verdade foi o farol que nos guiou até aqui e que vai seguir iluminando o nosso caminho. O que ocorreu hoje nas urnas não foi a vitória de um partido, mas a celebração de um país pela liberdade. O compromisso que assumimos com todos os brasileiros foi de fazer um governo decente, comprometido exclusivamente com o País e com o nosso povo. E eu garanto que assim o será.

Nosso governo será formado por pessoas que tenham o mesmo propósito de cada um que me ouve neste momento. O propósito de transformar o nosso Brasil em uma grande, livre e próspera nação. Podem ter certeza que nós trabalharemos dia e noite para isso.

Liberdade é um princípio fundamental. Liberdade de ir e vir, andar nas ruas em todos os lugares deste País. Liberdade de empreender. Liberdade política e religiosa. Liberdade de informar e ter opinião. Liberdade de fazer escolhas e ser respeitado por elas. Este é o país de todos nós, brasileiros natos ou de coração, um Brasil de diversas opiniões, cores ou orientações. Como defensor da liberdade, vou guiar um governo que defenda e proteja os direitos do cidadão que cumpre seus deveres e respeita as leis. Elas são para todos, porque assim será nosso governo: constitucional e democrático.

Acredito na capacidade do povo brasileiro, que trabalha de forma honesta, de que podemos juntos, governo e sociedade, construir um futuro melhor. Este futuro, de que falo e acredito, passa por um governo que cria condições para que todos cresçam. Isso significa que o governo federal dará um passo atrás, reduzindo a sua estrutura e a burocracia, cortando desperdícios e privilégios, para que as pessoas possam dar muitos passos à frente.

Nosso governo vai quebrar paradigmas. Vamos confiar nas pessoas. Vamos desburocratizar, simplificar e permitir que o cidadão, o empreendedor, tenha mais liberdade para criar e construir o seu futuro. Vamos desamarrar o Brasil.

Outro paradigma que vamos quebrar: o governo respeitará de verdade a federação. As pessoas vivem nos municípios. Portanto, os recursos federais irão diretamente do governo central para os Estados e municípios. Colocaremos de pé a federação brasileira. Neste sentido, é que repetimos que precisamos de mais Brasil e menos Brasília. Muito do que estamos fundando no presente trará conquistas no futuro.

As sementes serão lançadas e regadas para que a prosperidade seja o designo dos brasileiros do presente e do futuro. Este não será um governo de resposta apenas às necessidades imediatas. As reformas a que nos propomos são para um criar novo futuro para os brasileiros. E quando digo isso falo com uma mão voltada para o seringueiro no coração da selva amazônica e a outra para o empreendedor suando para criar e desenvolver sua empresa. Porque não existem brasileiros do sul ou do norte. Somos todos um só país, somos todos uma só nação. Uma nação democrática.

O estado democrático de direito tem como um de seus pilares o direito de propriedade. Reafirmamos aqui o respeito e a defesa desse princípio constitucional e fundador das principais nações democráticas do mundo. Emprego, renda e equilíbrio fiscal é (sic) o nosso compromisso para ficarmos mais próximos de oportunidades e trabalho para todos.

Quebraremos o círculo vicioso do crescimento da dívida, substituindo-o pelo círculo virtuoso de menores déficits, dívida decrescente e juros mais baixos. Isso estimulará os investimentos, o crescimento e a consequente geração de empregos. O déficit público primário precisa ser eliminado o mais rápido possível e convertido em superávit. Este é o nosso propósito.

Aos jovens, palavra do fundo do meu coração, vocês têm vivido um período de incerteza e estagnação econômica. Vocês foram, e estão sendo testados, a provar sua capacidade de resistir. Prometo que isso vai mudar. Essa é a nova missão. Governaremos com os olhos nas futuras gerações e não na próxima eleição. Libertaremos o Brasil e o Itamaraty das relações internacionais com viés ideológico a que foram submetidos nos últimos anos. O Brasil deixará de estar apartado das nações mais desenvolvidas. Buscaremos relações bilaterais com países que possam agregar valor econômico e tecnológico aos produtos brasileiros. Recuperaremos o respeito internacional pelo nosso amado Brasil.

Durante a nossa caminhada de quatro anos pelo Brasil uma frase se repetiu muitas vezes: "Bolsonaro você é a nossa esperança". Cada abraço e cada aperto de mão, cada palavra ou manifestação de estímulo, que recebemos nessa caminhada, fortaleceram o nosso propósito de colocar o Brasil no lugar que merece. Nesse projeto que construímos cabem todos aqueles que têm o mesmo objetivo que o nosso. Mesmo no momento mais difícil dessa caminhada, quando por obra de Deus, e da equipe médica de Juiz de Fora, e do Alberto Einstein (sic), ganhei uma nova certidão de nascimento, não perdemos a convicção de que juntos poderíamos chegar a essa vitória.

É com essa mesma convicção que afirmo: ofereceremos a vocês um governo decente que trabalhará verdadeiramente para todos os brasileiros. Somos um grande país e agora vamos juntos transformar esse país em uma grande nação. Uma nação livre, democrática e próspera. Brasil acima de tudo, Deus acima de todos."




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sexta-feira, 26 de outubro de 2018

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Na última sessão da Comissão Processante, denunciante afirma que testemunhas compareceram para mentir

Postado Por Junior Carvalho  | Sem Comentarios



Na sessão da Comissão Processante de hoje (26/10), foi colhida depoimentos de secretários referentes ao ano de 2017, secretário de Governo Deza Soares, secretário de Finanças, Humberto Batista, secretária de saúde, Neusa Moreira, contadores, Romeu Alencar, Daniel Dias e o servidor publico, Rômulo Almeida.

O renomado Jurista Raimundo Soares afirmou que as testemunhas escolhida pelo defesa compareceram apenas para mentir. 


A sessão contou com a participação do Prefeito de Altaneira, Dariomar Soares, também compareceu o denunciante, jurista Raimundo Soares Filho.

O Prefeito fez considerações finais, defendendo as despesas referente ao ano de 2017.

O presidente da Comissão, vereador Adeilton Silva informou que os depoimentos estão encerrados, em breve o relator Flavio deverá apresentar relatório final.

Clique no link e confira sessão na íntegra




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'Minha mulher tá com ciúme de tanto aceno que faço ao Ciro', diz Haddad no Recife

Postado Por Junior Carvalho  | Sem Comentarios



Em evento no Recife, nesta quinta-feira 25, o candidato do PT à presidência da República, Fernando Haddad, acenou para o ex-candidato do PDT, Ciro Gomes em busca de apoio para sua candidatura neste segundo turno, que será contra o deputado Jair Bolsonaro (PSL). Em tom de brincadeira, o petista afirmou "Minha mulher tá com ciúme de tanto aceno que faço ao Ciro".
 
À imprensa, e ao lado do governador reeleito Paulo Câmara (PSB), Haddad complementou que está conversando com Carlos Lupi, presidente nacional do PDT, e espera contar com o apoio dos pedetistas. "Falei com ele ontem (quarta-feira), falei de todas as pesquisas que indicam uma virada, disse a ele "venha para a virada, venha para se somar'. Se tem aresta é hora de colocar de lado, depois a gente se acerta, se tiver algo a dizer depois a gente diz. Tem três dias para virar o jogo, com o Ciro fica mais fácil, mas vamos virar."
  

Após despontar em terceiro lugar na disputa presidencial do primeiro turno, o ex-governador do Ceará, Ciro Gomes (PTD) embarcou em uma viagem para a Europa, frustrando os planos petistas de conseguir o apoio integral do pedetista. Nesta sexta-feira, 26, ele retorna ao Brasil e será recepcionado por apoiadores em Fortaleza.




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quinta-feira, 25 de outubro de 2018

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Vereador Flavio divulga gastos suspeitos com veículos

Postado Por Junior Carvalho  | Sem Comentarios


Na sessão ordinária de ontem (24/10), o vereador Flávio Correia voltou a divulgar fortes indícios de atos de corrupção na gestão do Prefeito  de Altaneira Dariomar Rodrigues.

O vereador Flávio Correia usou a palavra para parabenizar o vereador pela atitude, lembrou que foi líder da situação e teve de deixar a licença do governo, “nosso grupo não tem interesse de cassar prefeito, esperávamos que o gestor tivesse respeito com dinheiro público”.
O vereador Flávio Correia disse que se surpreende cada dia com essa administração suja, o mesmo relatou que encontrou notas de pinturas de funilaria em carros agregados, ainda relatou com espanto que todos para-brisa dos carros foram trocados, divulgou todos os valores de gastos exorbitantes.
"Pior que o famoso Etios que foi gasto quase 30 mil reais, agora aparece gastos com pinturas, pra piorar foi pintado por duas vezes, não temos menor interesse de cassar prefeito, estamos fiscalizando e encontrando maior imoralidade com dinheiro do povo, vamos construir relatório transparente, vi aqui uma força tarefa das vereadores Silvânia Andrade e Zuleide Ferreira dizendo que esse vereador não estava fiscalizando, estamos sim trabalhando para responder o povo ".

“Candidato que foi eleito pelos amigos, quem não tinha dinheiro pra nada, tinha que mostrar respeito, vamos cobrar responsabilidade dos vereadores com essa aberração". Finalizou Flávio Correia 
“Fico pasmo com atos de corrupção, estamos vendo ações para tentar ludibriar a sociedade, na última sexta-feira vi secretário se contradizendo com discursos com falta de verdade". Comentou  Antonio Leite
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quarta-feira, 24 de outubro de 2018

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Adeilton deixa liderança de oposição e anuncia candidatura a presidência da Câmara

Postado Por Junior Carvalho  | Sem Comentarios


Na sessão ordinária de hoje (24/10), o vereador Adeilton Silva usou a Tribuna da Câmara Municipal para anunciar renúncia do cargo de líder de oposição.

O vereador disse que não está deixando o grupo de oposição, deixando apenas a liderança do bloco de oposição, fez um retrospecto de seus mandatos, “em 2008 fui eleito e já tive que abrir mão da presidência da Câmara para unir o grupo, na gestão do Prefeito ex - prefeito Dorival de Oliveira, tive árdua missão de ser líder de oposição, na oportunidade foi uma parceria saudável, mas nós últimos anos vejo de não tenho a mesma importância , espero que todos respeite minha posição, acredito que dentro grupo  deve ter pessoas que tem como fazer esse trabalho, nas eleições para deputado percebi quem são realmente meus amigos, eu tenho eleitor que paga pra votar comigo, esses eleitores me fez pensar melhor, todos estão me cobrando , não estou me desligando do bloco de oposição, estou apenas comunicando a desistência da licença, essa posição que estou tomando são pedidos dos meus eleitores, estamos no meio de uma denúncia contra o prefeito ao mesmo tempo estamos próximo de eleições para presidente, temos que saber separar as duas situações, por todos esses boatos digo que sou candidato a presidente da Câmara Municipal de Altaneira, todos têm autonomia para escolher o melhor, não estou pedindo votos, apenas registando ao povo altaneirense que sou candidato, agradeço a todos vereadores em especial do grupo de oposição pela compreensão". 

Vereador Devaldo Nogueira lembrou que na última reunião disse que vereador Adailton Silva disse que não votava em nenhum do grupo de oposição, afirmou também que é candidato a presidente da Câmara

"Eu cumpro meus compromisso, não sou de enganar ninguém, sou seguro pra falar sobre traição”. Finalizou Devaldo Nogueira

O vereador Adailton Silva disse que o Devaldo está coberto de razão, "sobre nossa reunião não vou tratar na sessão, estou a aberto para tratar sobre qualquer assunto,  ultimamente não era escutado, sobre a presidência não existe nenhuma negociação,  sou candidato a presidente, não sou obrigado receber votos de ninguém, nem da oposição e nem dos vereadores que saíram do grupo do prefeito". Respondeu 


Vereador Devaldo Nogueira lembrou que enquanto líder de oposição sempre foi de atender as colocações dos colegas, que iria continuar da mesma forma. 

As vereadoras Zuleide Ferreira e Alice Gonçalves ficaram em silêncio.


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Bolsonaro diz que acabará com o ‘coitadismo’ de gays e negros

Postado Por Junior Carvalho  | Sem Comentarios


O candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro , disse ontem que, se eleito, acabará com o que chamou de“coitadismo” de negros, gays, mulheres e nordestinos, e afirmou que políticas afirmativas como cotas para ingresso em universidade reforçam essa noção.
Em entrevista à TV Cidade Verde, afiliada do SBT no Piauí, Bolsonaro disse que esses “coitadismos” visam dividir a sociedade e que os brasileiros representam “um só povo, sob a mesma bandeira”.
— Tudo é coitadismo — definiu ele. — Coitado do negro, coitado da mulher, coitado do gay, coitado do nordestino, coitado do piauiense. Tudo é coitadismo no Brasil, vamos acabar com isso.
Bolsonaro também negou que, se eleito, prejudicará estados que elegeram governadores do PT ou de partidos de esquerda, como o PCdoB. No Piauí, o petista Fernando Haddad, adversário de Bolsonaro no segundo turno, foi o candidato a presidente mais votado no primeiro turno, e o também petista Wellington Dias foi reeleito para governador.
— Tudo que pudermos mandar de recursos para estados e municípios, nós mandaremos. Eles vão definir então quais são as suas políticas internas — prometeu. — Nós não podemos prejudicar o povo do Piauí, ou de qualquer estado que seja, por ter um governador que não esteja ideologicamente alinhado conosco. Isso não existe. Vamos tratar todos os Estados de forma republicana.



Informações O Globo
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terça-feira, 23 de outubro de 2018

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Na reta final da campanha, Haddad procura Tasso e faz novo aceno a Ciro

Postado Por Junior Carvalho  | Sem Comentarios


Na mesma entrevista ao Roda Viva na qual falou nesta segunda-feira que espera um aceno do ex-candidato Ciro Gomes (PDT), de férias na França desde o dia 11/10, o presidenciável Fernando Haddad (PT) também admitiu ter telefonado para o senador Tasso Jereissati (PSDB).
“Hoje eu conversei com o Tasso. Porque disseram que eu não entendi a mensagem do primeiro turno”, declarou o petista, que enfrenta o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL) no segundo turno das eleições.
Sem especificar o conteúdo da conversa, Haddad disse ter ligado a fim de “restabelecer relações” com o parlamentar cearense, “porque é uma pessoa de quem eu gosto muito” e “um senador muito aprumado”.
O ex-prefeito de São Paulo acrescentou ainda ter procurado Tasso porque um colunista (Marcos Lisboa, da Folha de S. Paulo) chegara a sugerir que o petista “não tinha entendido” a sinalização do político cearense.
“Se eu não entendi, eu vou fazer o gesto de reaproximar”, completou Haddad. “Esperavam de mim que eu fizesse um aceno pro PSDB à época, que eu não fiz.”
Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo no dia 13/9, Tasso fez mea-culpa do PSDB, criticou o partido por haver questionado o resultado da eleição em 2014 e também pelo apoio dado ao governo de Michel Temer (MDB).
Procurada pelo Blog Política, a assessoria do senador não respondeu aos contatos até o fim da noite.
Em encontro da executiva nacional duas semanas atrás, o PSDB definiu-se pela posição de neutralidade no segundo turno das eleições.
Uma ala da legenda mais ligada ao ex-prefeito João Doria, no entanto, defendia aliança com Bolsonaro.
Apesar da orientação, o ex-presidente tucano Fernando Henrique Cardoso tem se mantido crítico à candidatura de Bolsonaro nas redes sociais.
Nesta segunda-feira, FHC escreveu no Twitter: “Inacreditável: um candidato à Presidência pedir às pessoas que se ajustem ao que ele pensa ou pagarão o preço: cadeia ou exílio. Lembra outros tempos”.


Informações O Povo
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segunda-feira, 22 de outubro de 2018

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Haddad se apoia em Camilo para atrair eleitores no Ceará

Postado Por Junior Carvalho  | Sem Comentarios


O Ceará recebeu a visita do presidenciável do PT, Fernando Haddad, entre a noite da última sexta, 19, e sábado. O Estado foi o único do Nordeste em que Haddad não venceu no primeiro turno – Ciro Gomes (PDT), terceiro colocado na disputa presidencial deste ano, ficou na primeira posição no Ceará, seguido de Haddad e Jair Bolsonaro (PSL). Para atrair eleitores de Ciro no Estado, contudo, Haddad passou a se ancorar em outro nome: o governador reeleito Camilo Santana (PT).
Vale lembrar que, no Ceará, Ciro conquistou mais de 40% dos votos válidos na primeira etapa da eleição presidencial, seguido por Haddad, com 33%, e Bolsonaro, 21%. Encerrado o primeiro turno, Haddad esperava um apoio formal do pedetista, mas ele não veio de forma enfática. Ciro disse que não apoiaria Bolsonaro, ao mencionar a expressão “ele não”, mas, em nenhum momento, disse “Haddad sim”.
Uma das razões para o apoio de Ciro não ter sido efetivo foi o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Mesmo preso na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, Lula conseguiu articular para deixar a candidatura do pedetista isolada, afastando o PSB de uma aliança para a corrida presidencial. Dessa forma, Lula conseguiu dar fôlego à sua candidatura que, no final, acabou sendo a de Haddad, em razão da Lei da Ficha Limpa. Sem apoiadores fortes, a candidatura de Ciro perdeu força.
Ciro é uma das principais lideranças políticas do Ceará, ao lado de seu irmão, o ex-governador e senador reeleito Cid Gomes (PDT). O partido dos irmãos decidiu dar “apoio crítico” à candidatura do PT. Na última segunda, porém, Cid levou a expressão ao pé da letra. Em um ato para demonstrar apoio à candidatura petista, o irmão de Ciro disse que o PT precisava fazer uma autocrítica, caso contrário perderia a eleição. A fala repercutiu mal entre petistas, principalmente os do Ceará, que já apontaram o desejo de rever a aliança com os irmãos Gomes após o segundo turno. Mesmo assim, Cid continuou dando apoio a Haddad, dizendo que ele seria o “menos pior” para o País na disputa com Bolsonaro.
Entre a noite de sexta-feira, 19, e sábado, o petista esteve por cerca de 20 horas em cidades do estado: da capital a Juazeiro do Norte e Crato, a cerca de 500 quilômetros de Fortaleza. Em nenhum momento, Haddad e Cid se encontraram ou participaram de atos políticos juntos no Ceará.
No sábado, 20, enquanto Haddad cumpria agenda pelo Ceará, o senador eleito participou de um adesivaço pró-Haddad em sua base política, a cidade de Sobral, a cerca de 230 quilômetros da capital cearense. Segundo membros ligados a equipes petistas ouvidos pelo Portal Uol Notícias, o senador temia reações dos militantes do partido caso aparecesse em público. “Ele sabe que, se for a ato, pode ser hostilizado, depois do que falou”, disse uma fonte.
Para a campanha de Haddad, seria importante ter o apoio efetivo dos irmãos Gomes. Sem eles, os votos no Ceará podem se pulverizar entre o caminho natural dos eleitores de Ciro, que seria Haddad, a outras opções, como invalidar o voto e, inclusive, apoiar Bolsonaro. Desde o início do segundo turno, grupos de apoio ao candidato do PSL têm crescido, por exemplo, em Juazeiro e em Crato, como verificou a reportagem no sábado.
Haddad chegou a presenciar uma carreata de apoiadores de Bolsonaro em Crato quando deixava a cidade após seu ato no sábado. Durante seu giro pelo Ceará, Haddad foi questionado sobre não ter acontecido um encontro com Cid após o episódio. Foi quando ele apontou que seu cabo eleitoral no estado é Camilo Santana, que conquistou mais de 79% dos votos válidos, sendo reeleito em primeiro turno. No total, foram 3,4 milhões de votos conquistados por Camilo. Já Cid, na disputa para o Senado, conseguiu 3,2 milhões. Na corrida pela Presidência, Ciro quase bateu os 2 milhões de votos no Ceará, enquanto Haddad chegou a 1,6 milhão.
O pedetista não menospreza os eleitores do pedetista, mas ressalta a conquista de seu colega de partido. “A maior parte do eleitorado do Ciro veio para a nossa candidatura, fizemos aqui a reeleição do Camilo Santana com quase 80% dos votos. Se eu tiver os votos do Camilo, eu estou feliz. Não é, Camilo?”, questionou Haddad ao governador, que o acompanhava em agenda em Juazeiro, sendo aplaudido por militantes que acompanhavam seu pronunciamento à imprensa.
Camilo foi responsável por organizar o ato em que Cid apresentou seu “apoio crítico”. Ele também atuou ativamente na organização das agendas de Haddad pelo Ceará, tendo levado o presidenciável até sua cidade, Crato. Lá, Camilo, em discurso, também criticou Bolsonaro, como Haddad tem feito constantemente no segundo turno, chamando o adversário do colega de partido de “frouxo”.
O governador reforça junto a seu eleitorado que Haddad é o candidato da união do país, “chamando todas as forças, como nós fizemos aqui no Ceará”. E se Ciro, que viajou para a Europa após ficar de fora do segundo turno, não demonstrou apoio a Haddad, Camilo faz questão de falar nos discursos que profere a seus eleitores: “Haddad sim”. Resta acompanhar o dia 28 de outubro para saber se o governador conseguiu transferir seus votos e aumentar em mais de 40 pontos percentuais a performance de Haddad no Ceará.





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sexta-feira, 19 de outubro de 2018

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73% dos eleitores querem que Bolsonaro participe de debates, aponta Datafolha

Postado Por Junior Carvalho  | Sem Comentarios


Divulgada na noite de ontem (18/10), a pesquisa do Instituto Datafolha mostrou que 67% dos eleitores brasileiros consideram muito importante que sejam feios debates entre Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) no segundo turno das eleições deste ano. Dos entrevistados, 73% disseram que o candidato do PSL deveria sim ir aos debates. No entanto, 76% afirmaram que não mudariam de jeito nenhum o voto por causa de debates.
Nessa quinta, a campanha de Jair Bolsonaro afirmou que ele não participará de debates com Fernando Haddad. A justificativa dada foi o desconforto causado pela bolsa de colostomia ligada ao corpo do candidato do PSL desde que levou uma facada no mês passado, além de questões de segurança. A margem de erro da pesquisa, que foi contratada pela TV Globo e pelo jornal Folha de São Paulo, é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Foram entrevistados ao todo 9.137 eleitores em 341 municípios, nos dias 17 e 18 de outubro. O nível de confiança da pesquisa é de 95%. O levantamento está registrado Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número BR-07528/2018.
Veja o resultado das perguntas:
– Na sua opinião é muito importante, um pouco importante ou nada importante que sejam feitos debates entre Jair Bolsonaro e Fernando Haddad no segundo turno?
Muito importante – 67%
Um pouco importante – 13%
Nada importante – 19%
Não sabe – 2%
– Na sua opinião, Jair Bolsonaro deveria ou não ir aos debates?
Sim, deveria ir ao debates – 73%
Não deveria ir – 23%
Não sabe – 4%
– Você diria que a chance de você mudar o seu voto para presidente no segundo turno por causa de debates entre os candidatos é grande, média, pequena ou você não mudaria de jeito nenhum o seu voto por causa de debates?
Tem chance de mudar o voto – 23%
Grande – 6%
Média – 8%
Pequena – 8%
Não mudaria o voto – 76%
Não sabe – 1%
A pesquisa Datafolha trouxe Bolsonaro com 59% dos votos válidos, contra 41% de Haddad.


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quinta-feira, 18 de outubro de 2018

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Bolsonaro pode ter candidatura impugnada

Postado Por Junior Carvalho  | Sem Comentarios


Especialistas ouvidos pela Reuters avaliam que, confirmadas as informações reveladas pelo jornal Folha de S.Paulo, a campanha de Jair Bolsonaro pode ser acusada de abuso de poder econômico, abuso do uso de meios de comunicação e omissão de doações de campanha, o que poderia levar à impugnação da chapa, mesmo que Bolsonaro não soubesse da ação de empresários a seu favor.
"Se confirmada, a prática pode configurar abuso de poder econômico, levando à inelegibilidade nessa própria eleição. A jurisprudência diz que, mesmo que não tenha sido ele ou a campanha, a candidatura pode responder pelo ilícito", disse Daniel Falcão, coordenador do curso de pós-graduação em Direito Eleitoral do Instituto Brasiliense de Direito Público.
O advogado especialista em legislação eleitoral Francisco Emerenciano acrescenta que o caso pode ainda configurar omissão de despesas, o popular caixa 2, além do abuso de poder econômico, se as acusações forem verdadeiras.
"Em se configurando isso, no mínimo, se houver o conhecimento prévio da campanha --e não tem como o beneficiário não ficar sabendo em valores como esse-- eu poderia ter um questionamento de que houve omissão de despesa de campanha", disse Emerenciano.
Segundo reportagem publicada nesta quinta pela Folha, empresários têm bancado a compra de distribuição de mensagens contra o PT por WhatsApp, em uma prática que se chama pacote de disparos em massa de mensagens, e estariam preparando uma ação para a próxima semana, antes do segundo turno.
O jornal relata que cada pacote de disparos em massa custaria cerca de 12 milhões de reais, para o envio de centenas de milhões de mensagens. Ao menos quatro empresas podem ter usado essa prática, segundo a reportagem.
Quatro especialistas ouvidos pela Reuters concordam que, em tese, mesmo a campanha alegando que não tem relação com a decisão de empresários que agiram em prol de Bolsonaro, o candidato poderá ser responsabilizado por crime eleitoral, já que o resultado da eleição pode ser alterado por ações em seu benefício.
"A responsabilização é objetiva. Não está sendo avaliado a conduta pessoal de Bolsonaro. A responsabilidade do abuso de poder é objetiva, não importa se a campanha agiu com culpa (sem intenção) ou dolo (propositalmente). Vai ser avaliado se conduta teve ou não influência na campanha", diz Guilherme Salles Gonçalves, especialista em Direito Eleitoral e membro fundador da Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político.
Os advogados explicam que a suposta ação de empresários a favor do candidato do PSL infringe diversos pontos da lei eleitoral. Se a ação foi feita pelas empresas, configura doação ilegal, já que uma decisão do Supremo Tribunal Federal proibiu empresas de doarem a partidos, campanhas ou candidatos a qualquer tempo, não apenas em período eleitoral.
Se tiverem sido feitas em nome dos empresários, as doações não apenas tem limites que podem ter sido ultrapassados, como teriam sido feitas por meio do pagamento de serviço de terceiros, o que também é proibido.
A ação ainda infringe outra norma, a de que o impulsionamento de propagandas em mídias sociais só pode ser feito pelo candidato, a campanha ou a coligação e deve ser identificado como propaganda. Apoiadores ou eleitores são proibidos de agir em benefício de seu candidato.
"É um caso clássico de caixa 2 duplamente qualificado. Primeiro é um caso de gasto a favor da candidatura vindo fora do orçamento da campanha. Depois, é feito por fonte vedada. A decisão do Supremo Tribunal Federal proibiu doação de empresa a partidos e candidatos em qualquer momento, sobretudo em campanha eleitoral”, explicou Guilherme Salles Gonçalves. "A punição não tem gradação. Ou caça ou não pune."
No início da tarde de ontem  sem mencionar a reportagem da Folha, Bolsonaro afirmou no Twitter que "apoio voluntário é algo que o PT desconhece e não aceita".


Informações Yahoo Brasil 
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