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sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Bolsonaro coleciona série de recuos durante campanha, ida a debates e saída da ONU são exemplos

Publicado por Junior Carvalho As sexta-feira, 24 de agosto de 2018  | Sem Comentarios


O presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), que lidera a corrida presidencial em um cenário sem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), coleciona recuos e contradições durante sua campanha. Confrontado com o repúdio de setores estratégicos da opinião pública e do meio político, o capitão reformado do Exército bateu em retirada em diversão declarações.
O mais recente recuo foi sobre sua participação em debates de TV. Inicialmente, ele havia prometido ir a todos, já que conta com apenas oito segundos para propaganda eleitoral gratuita na televisão. Na quarta-feira, 22, o presidente do PSL e braço direito do candidato, Gustavo Bebianno, afirmou que a campanha estava reavaliando a participação do deputado. “Ele está de saco cheio desses debates inócuos, que não levam a nada. Não sabemos se ele vai aos outros. Tem 40%, 50% de chance de não ir.”
Ao Portal Uol Notícias, Bebianno foi mais enfático, descartando a participação em todos os debates televisivos. Já na quinta, 23, em agenda de campanha em Araçatuba (SP), Bolsonaro disse que “a princípio” vai participar dos próximos debates, mas fez críticas ao formato dos programas. “Aqui, eu consegui te dar uma resposta de três minutos, razoável. Lá eu tenho 45 segundos para responder a mesma pergunta.”
Filho do presidenciável, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) disse à reportagem que o pai vai participar de todos os debates “de grande audiência”. A mudança ocorre depois de um embate entre Bolsonaro e sua adversária da Rede, Marina Silva, no último debate, promovido pela RedeTV!. Ele foi confrontando pela candidata por seus posicionamentos em relação aos direitos das mulheres e sobre a defesa de armas.
Internamente, a campanha avalia que a discussão com uma mulher foi negativa para o deputado federal, que enfrenta forte resistência no eleitorado feminino por seus posicionamentos considerados misóginos. Pesquisa Datafolha publicada nesta semana mostrou que a rejeição das mulheres ao nome de Bolsonaro cresceu nove pontos percentuais desde junho, de 34% para 43%, o que leva o candidato ao topo dos que não seriam votados “de jeito nenhum” pelo eleitorado feminino. As mulheres representam 52% dos eleitores brasileiros.
Também nesta semana, o capitão reformado do Exército mudou de ideia sobre declaração dada no último sábado, 18, de que o Brasil sairia da ONU caso seja eleito. Ao Jornal Folha de São Paulo, ele disse ter cometido um ato falho e que se referia, na verdade, ao comitê de Direitos Humanos da ONU, que fez recentemente recomendação favorável à candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Entre promessas não cumpridas estão ainda a de divulgação dos nomes dos futuros ministros de um eventual governo Bolsonaro. Ele afirmou que anunciaria a lista de seus auxiliares antes mesmo do início da campanha. Voltou atrás e disse que todos que declaram apoio a ele são alvos de perseguição.
Em outro recuo, provocado pela reação à proposta, Bolsonaro reviu ainda a ideia de ampliar de 11 para 21 o número de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), medida que foi vista pelo meio jurídico como autoritária — ação do tipo foi colocada em prática pelo governo Castelo Branco, o primeiro da ditadura militar. Durante as negociações dele com a advogada Janaína Paschoal para ser sua vice, ele mudou de ideia e disse que manteria o tribunal como está hoje.
O capitão reformado também gerou controvérsia entre seus eleitores após ter afirmado à Folha que “não compete ao outro lado”, o do homem, dizer se a mulher deve ou não interromper uma gravidez. Na entrevista, ele disse ainda que é contra o aborto e que a prisão da mulher que aborta compete ao Judiciário. Depois de a reportagem ter sido publicada, Bolsonaro disse que a frase publicada era mentirosa: “Nunca falei isso! Mais uma covardia dessa imprensa suja”.
A própria escolha de seu vice, o general da reserva do Exército Hamilton Mourão, se deu depois de uma de idas e vindas. Dias antes do prazo final, Bolsonaro disse que estava entre Janaína e o príncipe Luiz Philippe de Orléans e Bragança, mas anunciou de última hora o nome do PRTB.
Candidato diz que filhos atiraram com balas a partir dos 5
Em visita a sua cidade natal, Glicério (SP), o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) afirmou nessa quinta, 23, que todos os seus filhos atiraram com munição de verdade a partir dos cinco anos de idade. A prática é proibida por lei e o responsável pode ser punido com três a seis anos de prisão. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) estabelece como crime “vender, fornecer ainda que gratuitamente ou entregar, de qualquer forma, a criança ou adolescente, arma, munição ou explosivo”.
Bolsonaro disse que “nós não podemos criar uma geração de covardes”. “A arma é inerente à defesa da sua vida e à liberdade de um país. Meus filhos todos atiraram com cinco anos de idade, real, não é de ficção nem de espoleta não, tá ok?”, declarou, em resposta a um jornalista.
Em giro pelo interior de São Paulo, o candidato foi recebido em Araçatuba por uma multidão de simpatizante, participou de uma carreata e discursou para o público em um caminhão de som. À imprensa, Bolsonaro disse que encoraja o ensino do uso de armas pelos pais e se irritou ao ser questionado sobre o tema. “Esse ECA tem que ser rasgado e jogado na latrina”, declarou. “Tem que diminuir [a maioridade penal] para 14 anos e, se não for possível, para 16 ou 17 anos.”
Sobre o fato de a prática ser proibida Bolsonaro disse defender “que o pai ensine ao filho o que é uma arma de fogo e para que serve”. Um de seus filhos, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), interveio dizendo que tinha cinco anos de idade em 1989, e que o ECA foi aprovado no ano seguinte. O presidenciável disse ainda que “não podemos ter uma geração de covardes, de ovelhas morrendo nas mãos de bandidos sem reagir”.




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