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terça-feira, 6 de dezembro de 2016

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Publicado por Junior Carvalho As terça-feira, 6 de dezembro de 2016  | Sem Comentarios


A chance de que Michel Temer não termine seu mandato aumentou de 10% para 20%, de acordo com avaliação da Eurasia Group, uma consultoria de risco político. A mudança foi motivada devido ao risco de inquietação social, com manifestações espalhadas pelo país, e o crescente impacto da Lava Jato. 
As informações são do jornal Valor.
Para a consultoria, porém, ainda é improvável que Temer caia, mas já destaca o crescimento dos protestos.
"Embora os números não tenham chegado perto dos maiores protestos contra Dilma Rousseff (que variaram de 3 milhões a 6 milhões), essas foram as maiores manifestações durante o mandato do presidente", nota a Eurasia. Mais do que isso, o governo já enfrenta pressões significativas da economia, que dá sinais de que terá uma recuperação muito lenta em 2017, além de haver "uma grande nuvem sobre a classe política", devido à delação premiada fechada por cerca de 80 executivos da Odebrecht na semana passada.
Para a Eurasia, o risco real que aumentou as chances de Temer não completar o mandato vem da possibilidade de inquietação social e protestos nas ruas. A economia segue fraca e, com o Congresso despertando a indignação da classe média alta por tentar dificultar as investigações de corrupção, Temer entra num território delicado, adverte a Eurasia. Para a empresa, o grande risco é se Lava-Jato chegar mais perto do presidente e ele não se opuser com mais decisão às iniciativas dos parlamentares de brecar a operação. Isso poder fazer com o que o público comece a se voltar contra ele.
"A analogia mais próxima que nós podemos fazer a esse cenário ocorreu na Argentina em 2001, quando três presidentes caíram em três anos, devido a tremendos problemas econômicos, que ocorreram com a incapacidade de defender o câmbio fixo do país", afirma a Eurasia. O tamanho das "dores econômicas" no Brasil não chega perto ao impacto causado pela desvalorização significativa da moeda argentina em 2001, "mas um ambiente sustentado de inquietação social pode ser perigoso", segundo a consultoria.







Via Brasil 247

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