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Neste Blog, trataremos de política local e nacional, esportes, saúde,educação e habitação, problemas sociais e vários outros temas de interesse relevantes.

quinta-feira, 31 de março de 2016

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‘Ela tem razão, impeachment sem crime é golpe’

Postado Por Junior Carvalho  | Sem Comentarios


O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello disse considerar "uma esperança vã" que o impeachment da presidente Dilma Rousseff acabe por resolver os problemas do Brasil e concordou com os argumentos de Dilma de que seu afastamento sem comprovação de crime de responsabilidade "transparece como golpe". 
"É uma esperança vã (que o impeachment resolva a crise). Impossível de frutificar. Nós não teremos a solução e o afastamento das mazelas do Brasil apeando a presidente da República. O que nós precisamos, na verdade, nessa hora, é de entendimento, é de compreensão, é de visão nacional", disse Marco Aurélio. "Acertada a premissa, ela tem toda razão. Se não houver fato jurídico que respalde o processo de impedimento, esse processo não se enquadra em figurino legal e transparece como golpe", observou.
O ministro disse acreditar ainda que o afastamento seria o "contrário" da solução, e que poderia resultar em conflitos sociais. "Precisamos aguardar o funcionamento das instituições. Precisamos, nessa hora, de temperança. Precisamos guardar princípios e valores e precisamos ter uma visão prognostica. Após o impedimento, o Brasil estará melhor? O que nós teremos após o impedimento? A situação é diversa de 1992, porque temos dois segmentos que se mostram, a essa altura, antagônicos, e não queremos conflitos sociais. Queremos a paz social", destacou.
Caso o Congresso opte por levar adiante o processo de impeachment, acrescentou o magistrado, o governo ainda poderá recorrer ao STF. "O Judiciário é a última trincheira da cidadania. E pode ter um questionamento para demonstrar que não há fato jurídico, muito embora haja fato político, suficiente ao impedimento. E não interessa de início ao Brasil apear esse ou aquele chefe do Executivo nacional ou estadual. Porque, a meu ver, isso gera até mesmo muita insegurança", avaliou.

"O ideal seria o entendimento entre os dois poderes, como preconizado pela Constituição Federal para combater-se a crise que afeta o trabalhador, a mesa do trabalhador, que é a crise econômico-financeira. Por que não se sentam à mesa para discutir as medidas indispensáveis nesse momento? Por que insistem em inviabilizar a governança pátria. Nós não sabemos", propôs o ministro do STF.













Via Brasil 247
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Governo quer construir nova maioria e acredita que PMDB errou na estratégia

Postado Por Junior Carvalho  | Sem Comentarios


Um dia após o desembarque do PMDB, o governo resolveu encarar as negociações em torno do processo de impeachment com outros olhos. Em reunião da bancada governista no Senado, parlamentares reafirmaram a estratégia de intensificar a aproximação com partidos da base e abrir definitivamente o balcão de negócios. Otimistas, petistas acreditam que o PMDB se precipitou e que o governo tem capacidade de conseguir os votos que precisa para conter o afastamento da presidente Dilma Rousseff.
Os petistas estão convencidos de que é muito tarde para angariar o apoio integral de outros partidos, mas acreditam que será possível conquistar partes de algumas bancadas construindo uma nova base de apoio. “Vamos construir uma nova maioria, com um pedaço de lá e outro de cá”, afirmou o líder do PT no Senado, Paulo Rocha (PT-PA). O objetivo é intensificar a pressão sobre o PP, PR e PSD.
O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) se disse otimista com o progresso das negociações. “Não vai ter impeachment. Sei de movimentações que estão acontecendo e as respostas são positivas”, disse. Uma estratégia é trabalhar com as diferenças internas de cada partido e avançar sobre o que está ao alcance do governo neste momento, como por exemplo parlamentares do Nordeste e Norte, que têm maior tendência de se manterem fiéis à base.
A visão interna é de que o governo não precisa que deputados votem publicamente contra o impeachment, basta convencer uma quantia deles a não comparecer à sessão. Desta forma, haveria grande vantagem contra a oposição, que precisa confirmar 342 votos para autorizar o impeachment.
Negociações
O ex-presidente Lula é o carro-chefe das negociações, mas os senadores também seriam fundamentais na tarefa de conquistar votos devido ao protagonismo que exercem em seus diretórios, podendo projetar o apoio ao governo também aos deputados de seus partidos ou Estados. O senador Ciro Nogueira (PP-PI), que é o presidente de seu partido, se tornou a menina dos olhos nas novas negociações. Nesta terça-feira, 30, o PP confirmou mais uma filiação na Câmara, alcançando o número de 51 deputados, a terceira maior bancada da Casa.
Em reunião nesta manhã, o partido optou por não desembarcar imediatamente do governo e deixar a decisão para depois da conclusão dos trabalhos na comissão especial de impeachment. Os governistas interpretaram a decisão como “um bom sinal” para o governo e também uma indicação de que o partido está disposto a negociar cargos em troca de votos contra o impeachment. Ciro Nogueira se encontrou com Lula e, segundo interlocutores, manterá o diálogo com o governo.
Tiro no pé
Os governistas também avaliaram que a decisão do PMDB de deixar o governo foi prejudicial para o próprio partido. “O gesto do PMDB foi precipitado e facilitou para o governo. Eles erraram”, afirmou Lindbergh. O senador acredita que o protagonismo que o vice-presidente Michel Temer assumiu contra Dilma criou um mal estar com a opinião pública e pode desestimular os movimentos de rua.
Na percepção petista, agora o governo terá mais espaço para trazer outros partidos para a base e fazer negociações. “O PMDB achava que, rompendo com o governo, outros partidos iam debandar também. Isso não aconteceu, abriu-se mais espaço para que outros partidos participem do governo”, disse Lindbergh.




Via Ceará Agora
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quarta-feira, 30 de março de 2016

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Wagner Moura: Dilma é vítima de um golpe clássico

Postado Por Junior Carvalho  | Sem Comentarios


Para o ator Wagner Moura, a presidente Dilma Rousseff é vítima de um golpe clássico em um Estado policialesco.
‘O que está em andamento no Brasil hoje é uma tentativa revanchista de antecipar 2018 e derrubar na marra, via Judiciário politizado, um governo eleito por 54 milhões de votos. Um golpe clássico’, diz.
Segundo ele, o país vive um Estado policialesco movido por ódio político: “Sergio Moro é um juiz que age como promotor. As investigações evidenciam atropelos aos direitos consagrados da privacidade e da presunção de inocência. São prisões midiáticas, condenações prévias, linchamentos públicos, interceptações telefônicas questionáveis e vazamentos de informações seletivas para uma imprensa controlada por cinco famílias que nunca toleraram a ascensão de Lula”, acrescenta.
Leia abaixo o artigo de Wagner Mora sobre o assunto:

Ser legalista não é o mesmo que ser governista, ser governista não é o mesmo que ser corrupto. É intelectualmente desonesto dizer que os governistas ou os simplesmente contrários ao impeachment são a favor da corrupção.
Embora me espante o ódio cego por um governo que tirou milhões de brasileiros da miséria e deu oportunidades nunca antes vistas para os pobres do país, não nego, em nome dessas conquistas, as evidências de que o PT montou um projeto de poder amparado por um esquema de corrupção. Isso precisa ser investigado de maneira democrática e imparcial.
Tenho feito inúmeras críticas públicas ao governo nos últimos 5 anos. O Brasil vive uma recessão que ameaça todas as conquistas recentes. A economia parou e não há mais dinheiro para bancar, entre outras coisas, as políticas sociais que mudaram a cara do país. Ninguém é mais responsável por esse cenário do que o próprio governo.
O esfacelamento das ideias progressistas, que tradicionalmente gravitam ao redor de um partido de esquerda, é também reflexo da decadência moral do PT, assim como a popularidade crescente de políticos fascistas como Jair Bolsonaro.
É possível que a esquerda pague por isso nas urnas das próximas eleições. Caso aconteça, irei lamentar, mas será democrático. O que está em andamento no Brasil hoje, no entanto, é uma tentativa revanchista de antecipar 2018 e derrubar na marra, via Judiciário politizado, um governo eleito por 54 milhões de votos. Um golpe clássico.
O país vive um Estado policialesco movido por ódio político. Sergio Moro é um juiz que age como promotor. As investigações evidenciam atropelos aos direitos consagrados da privacidade e da presunção de inocência. São prisões midiáticas, condenações prévias, linchamentos públicos, interceptações telefônicas questionáveis e vazamentos de informações seletivas para uma imprensa controlada por cinco famílias que nunca toleraram a ascensão de Lula.
Você que, como eu, gostaria que a corrupção fosse investigada e políticos corruptos fossem para a cadeia não pode se render a esse vale-tudo típico dos Estados totalitários. Isso é combater um erro com outro.
Em nome da moralidade, barbaridades foram cometidas por governos de direita e de esquerda. A luta contra a corrupção foi também o mote usado pelos que apoiaram o golpe em 1964.
Arrepio-me sempre que escuto alguém dizer que precisamos "limpar" o Brasil. A ideia estúpida de que, "limpando" o país de um partido político, a corrupção acabará remete-me a outras faxinas horrendas que aconteceram ao longo da história do mundo. Em comum, o fato de todos os higienizadores se considerarem acima da lei por fazerem parte de uma "nobre cruzada pela moralidade".
Você que, por ser contra a corrupção, quer um país governado por Michel Temer deve saber que o processo de impeachment foi aceito por conta das chamadas pedaladas fiscais, e não pelo escândalo da Petrobras. Um impeachment sem crime de responsabilidade provado contra a presidente é inconstitucional.
O nome de Dilma Rousseff não consta na lista, agora sigilosa, da Odebrecht, ao contrário dos de muitos que querem seu afastamento. Um pedido de impeachment aceito por um político como Eduardo Cunha, que o fez não por dever de consciência, mas por puro revide político, é teatro do absurdo.
O fato de o ministro do STF Gilmar Mendes promover em Lisboa um seminário com lideranças oposicionistas, como os senadores Aécio Neves e José Serra, é, no mínimo, estranho. A foto do juiz Moro com o tucano João Doria em evento empresarial é, no mínimo, inapropriada.

E se você também achar que há algo de tendencioso no reino das investigações, não significa que você necessariamente seja governista, muito menos apoiador de corruptos. Embora a TV não mostre, há muitos fazendo as mesmas perguntas que você.









Via Brasil 247
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terça-feira, 29 de março de 2016

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Temer queima o barco

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Muitos foram os peemedebistas que lhe ofereceram os fósforos mas houve também o que fizeram advertências sobre o que ele enfrentará se for empossado.
Com o rompimento do PMDB, o impeachment de Dilma torna-se mais provável. O governo, pescando no varejo, pode garantir no máximo uns 15 votos de pemedebistas. Mas, para além dos votos contra o impeachment, há o efeito político sobre outros partidos e parlamentares.
A partir de hoje, Temer estará à vontade para articular a maioria de 342 votos necessários à aprovação do impeachment na Câmara, o que passa pela negociação com outras siglas sobre a composição de seu eventual governo.  Os ministros do PMDB terão até o dia 12 para pedir demissão, mas Henrique Alves, do Turismo, demitiu-se. Afora os sete ministros, mais de  500 peemedebistas ocupam cargos no governo federal e eles serão um primeiro problema para Michel, que precisará lhes garantir a permanência em seu eventual governo, embora vá ter que dividi-lo com o PSDB, o DEM e outros partidos da oposição. Mas isso são ninharias que o fisiologismo resolve.
Mais complicado, se o impeachment, passar, será governar. Se a Câmara autorizar a abertura do processo contra Dilma na primeira quinzena de abril, o Senado ainda terá que aceitar ou não a instauração do processo.  Decisão por maioria simples de 41 votos, algo mais tangível para o Planalto. Mas se o governo for novamente derrotado nesta segunda chance, Dilma será afastada do cargo inicialmente pelo prazo máximo de 180 dias, até que o Senado conclua o julgamento. Nesta fase, Michel será presidente interino. Terá que formar um governo provisório com as forças que apoiaram o impeachment e sob o signo da provisoriedade terá que lidar com a crise econômica e com a reação das ruas.
Seu governo provisório, diferentemente do de Itamar Franco nesta mesma fase, não contará com a boa vontade geral, muito pelo contrário, disse-lhe um amigo contrário ao rompimento. Será infernizado pelos defensores de Dilma, que continuarão nas ruas com a campanha “não vai ter golpe”.  Um aviso neste sentido foi dado com todas as letras nesta segunda-feira pelo líder do governo no Senado, Humberto Costa, em discurso na tribuna. E, diferentemente do que houve com Itamar, Temer terá oposição no Congresso, ainda que formada apenas pelos partidos fechados com Dilma, PT, PC do B e PDT. Com Itamar, mesmo não participando do governo, PT e esquerdas baixaram as armas e colaboraram.
O PSDB, que nunca gostou do PMDB (que renegou ao romper para fundar a nova sigla), vai sentir-se o portador da vontade política que resultou no impeachment, exigindo uma hegemonia conflitante  no eventual governo.
E para a História, ainda que o STF venha a homologar a acusação apresentada contra Dilma, a de que as pedaladas fiscais, prática corrente em toda as federação, constituem crime de responsabilidade,  ficarão registrados os ecos do “não vai ter golpe”,  a resistência dos movimentos sociais, a divisão do país e do meio jurídico. Para a história e para a biografia de Temer.
A busca do poder exige que um político corra riscos, e Temer decidiu enfrentá-los. Bem maiores, porém, serão as consequências da ferida para a democracia brasileira e da turbulência para o conjunto dos brasileiros.













Via Brasil 247
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Temer queima o barco

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Muitos foram os peemedebistas que lhe ofereceram os fósforos mas houve também o que fizeram advertências sobre o que ele enfrentará se for empossado.
Com o rompimento do PMDB, o impeachment de Dilma torna-se mais provável. O governo, pescando no varejo, pode garantir no máximo uns 15 votos de pemedebistas. Mas, para além dos votos contra o impeachment, há o efeito político sobre outros partidos e parlamentares.
A partir de hoje, Temer estará à vontade para articular a maioria de 342 votos necessários à aprovação do impeachment na Câmara, o que passa pela negociação com outras siglas sobre a composição de seu eventual governo.  Os ministros do PMDB terão até o dia 12 para pedir demissão, mas Henrique Alves, do Turismo, demitiu-se. Afora os sete ministros, mais de  500 peemedebistas ocupam cargos no governo federal e eles serão um primeiro problema para Michel, que precisará lhes garantir a permanência em seu eventual governo, embora vá ter que dividi-lo com o PSDB, o DEM e outros partidos da oposição. Mas isso são ninharias que o fisiologismo resolve.
Mais complicado, se o impeachment, passar, será governar. Se a Câmara autorizar a abertura do processo contra Dilma na primeira quinzena de abril, o Senado ainda terá que aceitar ou não a instauração do processo.  Decisão por maioria simples de 41 votos, algo mais tangível para o Planalto. Mas se o governo for novamente derrotado nesta segunda chance, Dilma será afastada do cargo inicialmente pelo prazo máximo de 180 dias, até que o Senado conclua o julgamento. Nesta fase, Michel será presidente interino. Terá que formar um governo provisório com as forças que apoiaram o impeachment e sob o signo da provisoriedade terá que lidar com a crise econômica e com a reação das ruas.
Seu governo provisório, diferentemente do de Itamar Franco nesta mesma fase, não contará com a boa vontade geral, muito pelo contrário, disse-lhe um amigo contrário ao rompimento. Será infernizado pelos defensores de Dilma, que continuarão nas ruas com a campanha “não vai ter golpe”.  Um aviso neste sentido foi dado com todas as letras nesta segunda-feira pelo líder do governo no Senado, Humberto Costa, em discurso na tribuna. E, diferentemente do que houve com Itamar, Temer terá oposição no Congresso, ainda que formada apenas pelos partidos fechados com Dilma, PT, PC do B e PDT. Com Itamar, mesmo não participando do governo, PT e esquerdas baixaram as armas e colaboraram.
O PSDB, que nunca gostou do PMDB (que renegou ao romper para fundar a nova sigla), vai sentir-se o portador da vontade política que resultou no impeachment, exigindo uma hegemonia conflitante  no eventual governo.
E para a História, ainda que o STF venha a homologar a acusação apresentada contra Dilma, a de que as pedaladas fiscais, prática corrente em toda as federação, constituem crime de responsabilidade,  ficarão registrados os ecos do “não vai ter golpe”,  a resistência dos movimentos sociais, a divisão do país e do meio jurídico. Para a história e para a biografia de Temer.
A busca do poder exige que um político corra riscos, e Temer decidiu enfrentá-los. Bem maiores, porém, serão as consequências da ferida para a democracia brasileira e da turbulência para o conjunto dos brasileiros.













Via Brasil 247


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Em meio a tumulto, OAB protocola novo pedido de impeachment na Câmara

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O Salão Verde da Câmara dos Deputados foi palco, na noite de ontem (28), de manifestações contrárias e favoráveis ao impeachment da presidente Dilma Rousseff, com troca de palavras de ordem envolvendo as duas partes. A mobilização foi motivada pelo pedido de impeachment elaborado pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que foi protocolado nesta segunda-feira na Câmara pelo presidente da entidade, Cláudio Lamachia.
Advogados e manifestantes contrários ao pedido entoavam palavras de ordem, como “Não vai ter golpe”. Os favoráveis ao afastamento de Dilma respondiam com “Fora, PT”. Houve tumulto e empurrra-empurra dos dois lados.
O Conselho Federal da OAB decidiu apresentar um novo pedido de impeachment, incluindo a delação premiada do senador Delcídio Amaral (sem partido-MS). O posicionamento da entidade causou reação de inúmeros membros da Ordem e de juristas, que divulgaram um manifesto pedindo à instituição que faça uma ampla e direta consulta a seus filiados sobre a entrega do documento.
O manifesto classifica a proposta da OAB de “erro brutal” e diz que “essa decisão, por sua gravidade e consequências, que lembra o erro cometido pela Ordem em 1964, jamais poderia haver sido tomada sem uma ampla consulta aos advogados brasileiros”.





















Via Ceará Agora
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segunda-feira, 28 de março de 2016

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'Vamos reestruturar com os que são contra o Golpe'

Postado Por Junior Carvalho  | Sem Comentarios


O governo já redistribuiu a partidos aliados cargos do PMDB, que ameaça rompimento na reunião do Diretório nacional marcada para estar terça-feira, segundo reportagem de Júnia Gama. Foi o que aconteceu com o aliado do vice Michel Temer Henrique Pires, exonerado da presidência da Funasa na última quinta-feira.
“Quem quer a cassação não vai permanecer no governo. Não essa de um pé em cada canoa. Saindo, vamos reestruturar o governo com aqueles que são contra o golpe”, disse o deputado Paulo Teixeira (PT-SP).
Líder do PMDB na Câmara, Leonardo Picciani vê como natural o movimento do governo, mas defende ‘tolerância’ aos ministros do partido que optarem por apoiar individualmente a presidente Dilma Rousseff: “Se o partido decidir pela saída, o governo deve promover a saída dos peemedebistas que têm cargos. Mas o PMDB tem de respeitar as circunstâncias individuais dos filiados”, disse.
















Via Brasil 247
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domingo, 27 de março de 2016

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Ala oposicionista do PMDB quer expulsão dos que não deixarem cargos no governo

Postado Por Junior Carvalho  | Sem Comentarios


A ala oposicionista do PMDB quer impedir que os sete ministros filiados ao partido se licenciem da legenda para permanecer nos cargos. Defensores do rompimento querem aprovar nesta terça-feira, 29, a expulsão de quem se recusar a desembarcar do governo. Hoje, além da vice-presidência da República, o PMDB ocupa os ministérios da Saúde, Minas e Energia, Agricultura, Ciência e Tecnologia, Turismo, Aviação Civil e Portos.
O diretório do partido irá se reunir nesta terça e a tendência é decidir pelo desembarque, apesar da resistência de ministros e alguns senadores e deputados. Os peemedebistas pró-impeachment passaram a manhã discutindo o que fazer com quem resistir a deixar o governo caso se confirme a decisão pelo rompimento.
“Essa decisão tem que ser encarada com seriedade. Os ministros que quiserem permanecer no governo vão ter que se desfiliar do partido. Os raros governistas que ainda restam no partido sonham com uma reunião que não defina nada”, afirmou Carlos Marun (PMDB-MS), um dos líderes do movimento de saída do governo.
“Não podemos permitir uma coisa dessas. Vamos aprovar a saída do governo e a punição para quem não sair”, afirmou Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), também oposicionista. “Não existe meio-dentro ou meio meio-fora. Não vamos permitir essa jogada a mais. Quem quiser propor isso, que meta a cara. Os ministros, em vez de defender a não saída, têm que dizer por que não querem sair”, afirmou o peemedebista.
Os posicionamentos da ala antigoverno são reação à decisão de alguns ministros de não entregar os cargos mesmo diante de uma eventual decisão pelo desembarque. O Estadão mostrou ontem, 26, que integrantes do partido próximos ao governo têm apontado também impasse diante da possível supressão de “centenas” de cargos do segundo e terceiro escalões em um ano de eleições municipais.

















Via Ceará Agora
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sábado, 26 de março de 2016

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Lava - Jato: a narrativa sai do trilhos

Postado Por Junior Carvalho  | Sem Comentarios



A Operação Lava Jato desenrolou-se, nos últimos dois anos, seguindo uma narrativa com início, meio e fim. Uma história que devia terminar com Lula preso e responsabilizado pela montagem de um mega-esquema de corrupção para financiar a manutenção do PT no poder. 

Caracterizado como podre e corrupto, o partido, no final da história, também poderia ter seu registro cassado e desaparecer de cena. De Dilma, cuidaria o Congresso com o impeachment.  Alguns fatos recentes, entretanto,  estão ameaçando o o curso da narrativa. Por isso a lista da Odebrecht agora foi posta pelo Juiz Moro sob sigilo, depois de ele ter autorizado a divulgação do grampo Dilma-Lula.

Por isso o Ministério Público praticamente dispensou a “colaboração definitiva” da empreiteira.Em agosto do ano passado, quando José Dirceu foi preso às vésperas do protesto do dia 16 daquele mês contra Dilma e o governo, a narrativa fez uma forte inflexão.

 Registramos neste blog, no dia 25 de agosto:  “Lava Jato muda narrativa para chegar a Lula”.  Falando sobre a 17ª. Fase, em que Dirceu foi preso, o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, porta voz mais frequente do comando de Curitiba, afirmou repetidas vezes em relação a Dirceu: "Chegamos a um dos líderes principais, que instituiu o esquema, permitiu que ele existisse e se beneficiou dele". E estabeleceu a comparação com o mensalão de 2005: “O DNA é o mesmo: compra de apoio político”.

 Com muita insistência afirmou que o esquema “teve início no governo Lula” e perguntado se o ex-presidente também seria investigado respondeu:"nenhuma pessoa no regime republicano está isenta de ser investigada". A frase inteira em que ele responsabiliza Dirceu foi claramente insinuante: "Não descarto que existam outros cabeças mas chegamos a um dos líderes principais, que instituiu o esquema, permitiu que ele existisse e se beneficiou dele".

Vieram as outras fases. A Odebrecht foi a única empreiteira que, mesmo tendo seu principal executivo e herdeiro preso, recusou-se a fazer acordo de delação. Nas fases seguintes, não foram encontradas provas de que Lula era “o outro cabeça” ou a principal cabeça do esquema Petrobrás. Ele então começou a ser investigado pelas obras no sítio de Atibaia e por reformas no apartamento que não chegou a comprar. Dava no mesmo, ou quase.

 O cerco a Lula foi se fechando ao mesmo tempo que o Congresso avançava contra Dilma com o impeachment. Quando ela chama Lula para ajuda-la a resistir e a soerguer o governo, e o nomeia ministro,  Moro dá o tiro de escopeta da divulgação ilegal dos grampos. Foi aí que a narrativa começou a sair dos trilhos. Moro expôs-se mais que o devido, para além do previsto no script.

 A base social de Lula e do PT também foi às ruas. A consciência jurídica manifestou-se contra o impeachment por razões políticas, que assim sendo, ganha outro nome, como disse Renan Calheiros. O nome de golpe.

E para completar, com a operação Xepa invandindo suas sedes em várias cidades, a Odebrecht informa em nota que está disposta a fazer uma “colaboração definitiva” sobre fatos que se relacionam com a existência “de um sistema ilegal e ilegítimo de financiamento do sistema partidário-eleitoal”. Opa, de um sistema? Na narrativa original estava escrito “um partido”.

E começa o vazamento da lista com mais de 300 nomes do “sistema” que receberam dinheiro da empreiteira. Doações legais ou ilegais? Não importa, pois as doações das empreiteiras ao PT não são consideradas como “propinas”.
O “sistema”, segundo a lista, é antigo, remonta aos anos 1980. Opa, isso contradiz o procurador que afirmou sem sombra de dúvida que ele “foi instituído no governo Lula”.
O Ministério Público então avisa que não tem interesse pela delação da Odebrecht. Ela poderia ser um tiro fatal na narrativa.

Mas aí vem Pedro Correa, um velho político das franjas do sistema, com uma delação em que espalha bala para todo lado. Afirma até que FHC comprou a emenda da reeleição com a ajuda do Banco Itaú. Encalacra o PSDB, o TCU e todo mundo.
O país também tem direito à delação de Pedro Correa. Só falta ela ser protegida por sigilo, como nenhuma outra foi.

Definitivamente, a narrativa está saindo do script original.
Está se caracterizando a existência de um “sistema” de financiamento da política a partir do Estado mas não um financiamento público transparente e lícito. Tal sistema se baseia no financiamento pelo Estado a partir dos contratos com grandes empresas fornecedoras, e nele os operadores de dentro e fora do Estado embolsam uma boa parte. Baruscos e companhia. Um sistema que gera e realimenta a corrupção, qualquer que seja o partido no poder.

Esta verdade não interessa à Lava Jato e aos que dela se valeram para fomentar a crise. Não interessa ao “sistema”.
Mas é a partir dela que poderemos realmente passar o sistema político a limpo para o bem da democracia.  Se ele for mantido,  mesmo com Lula defenestrado da cena política, Dilma afastada e o PT banido para a terra do mal, mesmo com as empreiteiras sangradas, abrindo espaço para empresas estrangeiras, outras crises virão.

A palavra do momento é acordão. Faz-se o impeachment e na poeira todos escapam. Com isso, as ruas não podem concordar. Nem as que estão contra Dilma, nem as que combatem o golpe.


























Via Brasil 247


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sexta-feira, 25 de março de 2016

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Indignação seletiva de Aécio Neves vira piada nas redes sociais

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O senador Aécio Neves deu um tiro no próprio pé no Twitter na tarde da última quarta-feira (23). Ao postar “É inaceitável o que está acontecendo”, Aécio imediatamente começou a receber uma chuva de respostas de internautas.

A manifestação de Aécio não foi bem digerida pelos internautas porque o senador é um dos nomes que aparece no ‘listão da Odebrecht’, divulgado ontem pela imprensa e colocado sob sigilo por Sergio Moro. Aécio Neves também é citado em algumas delações premiadas da Lava Jato, inclusive a do senador Delcidio do Amaral.

“Meu amigo, inaceitável é você falar bosta sobre o atual governo quando seu nome está em todas as listas de propina já publicadas”, publicou uma usuária.

“O quê? Seu nome em tudo que é podridão? É mesmo! Votei no senhor é estou muito decepcionada. Nunca mais”, disse outra internauta. Em uma hora, o tuíte de Aécio já havia sido retuitado cerca de 2 mil vezes.

O senador se referia à ação promovida pela presidente Dilma na última terça-feira (22). Segundo o presidente nacional do PSDB, Dilma convidou embaixadores para irem ao Palácio do Planalto para “ouvir um discurso alarmista e absolutamente distante da realidade como se o Brasil estivesse prestes a sofrer um golpe de estado”.

Enquanto alguns usuários da rede social mantiveram o tom sério de cobrança ao senador, outros se engajaram numa brincadeira de escrever coisas que são inaceitáveis de estarem acontecendo seguidos no tuíte de Aécio. “Sense8 apenas em 2017”, “Amanhã eu ter aula”, “Açaí a 20 reais o litro”, “Eu ter pego o ônibus errado de novo”, são algumas das reclamações bem-humoradas dos internautas.










Via Pragmatismo  Politico

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quinta-feira, 24 de março de 2016

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Sérgio Moro coloca listão da Odebrecht sob sigilo

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O juiz federal Sérgio Moro decidiu nesta quarta-feira (23) colocar em segredo de Justiça uma lista de pagamentos a cerca de 200 políticos, apreendida em uma busca da Polícia Federal na casa de um dos executivos da Odebrecht.
A medida foi tomada pelo juiz após a relação ter sido anexada no processo sobre as investigações da 23ª fase da Operação Lava Jato, conhecida como Acarajé, e divulgada pela imprensa.
A lista cita políticos da oposição e do governo que receberam repasses da empreiteira. Nos documentos, não há juízo sobre a legalidade dos pagamentos. A construtora é uma das maiores doadoras a políticos.
Estão presentes, por exemplo, os nomes do senador Aécio Neves (PSDB-MG), do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), do deputado Paulinho da Força (SD), do também deputado Celso Russomano (PRB), dos senadores José Sarney (PMDB-AP), Romero Jucá (PMDB-RR) e Humberto Costa (PT-PE),
Conforme afirma o jornalista Fernando Rodrigues, que divulgou lista, trata-se do mais completo acervo do que pode ser a contabilidade paralela da empresa descoberta e revelada ontem na investigação. Segundo a PF, o executivo Marcelo Odebrecht também estava envolvido no pagamento de propinas.





Via Pragmatismo Politico
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