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quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Fiel da balança. A dúvida que ainda sustenta Eduardo Cunha

Publicado por Junior Carvalho As quinta-feira, 22 de outubro de 2015  | Sem Comentarios



Mesmo com novas evidências envolvendo a participação do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), em irregularidades em contratos da Petrobras, corrupção e lavagem de dinheiro, governo e oposição continuam em clima de namoro com o presidente. Nos últimos dias, Cunha tem ficado praticamente insustentável no cargo de presidente após os fatos levantados pelo Ministério Público da Suíça e Procuradoria-Geral da República (PGR) ganharem corpo na imprensa nacional e no debate das ruas.

A possibilidade de abertura de um processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff (PT) é usada como moeda de troca entre Cunha, oposição e governo. O presidente da Casa tem a prerrogativa de acatar ou não pedidos de impedimento contra a petista. A oposição precisa do peemedebista para instalar o processo e derrubar o governo. Enquanto isso, petistas precisam de Cunha para não acatar os pedidos de impeachment. A cautela, firme nos três lados, ocorre paralelamente às investigações da Polícia Federal e PGR contra o parlamentar.
O deputado havia afirmado em depoimento à CPI da Petrobras, em março deste ano, que não possuía nenhuma conta bancária no exterior. No entanto, documentos com assinatura do próprio parlamentar carioca comprovam a existência de contas não declaradas à Receita Federal brasileira. Psol e Rede, valendo-se do fato, entraram com representação contra Cunha no Conselho de Ética da Casa pedindo a cassação do mandato por quebra de decoro parlamentar.
O PT liberou a bancada para assinar ou não a representação. Do total de 62 petistas, 32 assinaram o documento. Oficialmente o partido não se posicionou sobre a situação delicada do parlamentar que comanda os trabalhos da Câmara. DEM e PSDB, principais partidos da oposição, não tiveram um parlamentar sequer entre os que assinaram a ficha.
Líder do PT na Câmara dos Deputados, Sibá Machado adiantou que o partido não vai discutir posicionamento em relação à representação no Conselho de Ética contra o peemedebista. “Nós estamos nos reservando a não entrar nessa discussão, estamos tratando apenas da pauta da Casa”. A ideia do governo é não azedar ainda mais a relação com o presidente que pode dar início a um processo de impedimento contra Dilma. Rumores dão conta de que o Planalto estaria negociando com Cunha para salvar o seu mandato em troca da não abertura do impeachment na Câmara. Ambos negam qualquer negociação. 

Segundo Sibá, a oposição foi quem plantou esse rumor para criar “esse tipo de ambiente”. Ele afirma ainda que foi a oposição quem “bancou” até hoje a figura da presidência da Câmara alvo de denúncia no Supremo Tribunal Federal (STF). Para o líder petista, a legenda apenas acompanhará os trabalhos da Polícia Federal e do Conselho de Ética em relação a Cunha.
Líder do DEM, o deputado Mendonça Filho negou qualquer tipo de acordo com o presidente da Casa e afirmou que “a única coisa que a gente quer deixar claro é que queremos o cumprimento da Constituição e que Cunha aprecie o pedido de impeachment”. Sobre a representação, se limitou a dizer que o Conselho deve fazer a avaliação e que as denúncias devem ser investigadas pelo STF.
O deputado Raimundo Gomes de Matos (PSDB) disse que o partido aguarda documentos que comprovem envolvimento de Cunha para todos os deputados tucanos pedirem a Cassação do presidente. “Por prudência a bancada do PSDB vem agindo dessa maneira. Agora o impeachment da Dilma já é possível porque tem documentos comprovando”.
A Procuradoria-Geral da República recebeu da Suíça extratos bancários e documentos que indicam que o presidente Eduardo Cunha (PMDB) era titular de quatro contas bancárias no país. O dinheiro seria resultado de propina de contrato de exploração de um campo de petróleo na África.
Em delação premiada, um dos supostos operadores do PMDB no esquema da Petrobras, Fernando Soares (conhecido como Fernando Baiano), teria confirmado que Cunha recebeu US$ 5 milhões em propina por contratos de aluguel de navios-sonda pela estatal.
Eduardo Cunha foi citado por Eduardo Vaz da Costa Musa, ex-gerente da Área Internacional da Petrobras. Ele teria afirmado que era o peemedebista quem dava a “palavra final” nas indicações políticas para cargos na área Internacional da empresa.
Somada às investigações da PGR e no STF, Eduardo Cunha também pode enfrentar um processo de cassação por quebra de decoro parlamentar na Câmara dos Deputados. Psol e a Rede protocolaram representação no Conselho de Ética da Casa contra o peemedebista por ele ter “mentido” na CPI da Petrobras em março deste ano.
À imprensa, o presidente da Câmara dos Deputados tem negado ainda a existência de contas no exterior. Ele não costuma falar sobre as denúncias e afirma que só após notificação seu advogado deverá se pronunciar.





















Via O Povo

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