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quinta-feira, 12 de março de 2015

Partido decide expulsar vereador

Publicado por Junior Carvalho As quinta-feira, 12 de março de 2015  | Sem Comentarios


Independente da decisão da Câmara Municipal de Fortaleza pela absolvição ou cassação do mandato do vereador Antônio Farias de Souza – A Onde É (PTC) –, o partido irá expulsá-lo da sigla. Ontem, o Conselho de Ética do Legislativo começou a ouvir testemunhas sobre o caso. O Partido Trabalhista Cristão optou, na noite da última terça-feira , 10, pela exclusão do nome de “A Onde É” da sua lista de filiados. De acordo com o presidente Roberto Lima, a sigla espera que, após notificação, o parlamentar apresente sua versão aos membros do diretório.
Para concluir o processo de expulsão de “A Onde É”, o PTC solicitou ao Ministério Público e à Câmara Municipal o teor das investigações, contendo os supostos crimes pelos quais o parlamentar é acusado. “Só queremos dar fundamentos ao processo de expulsão. Independente de ele ser absolvido ou cassado, ele será expulso”, garantiu Roberto Lima.
Procurada, a defesa do vereador explicou que desde o início das acusações contra “A Onde É”, principalmente com sua prisão em setembro do ano passado, o partido nunca prestou sequer auxílio jurídico ao parlamentar.
“Ninguém ao menos visitou ele na prisão. Esta é uma atitude pequena do partido, principalmente tratando-se de um parlamentar eleito por esta sigla, e agora o partido o abandona”, criticou Leandro Vasques. Na semana passada, o suplente Roberto Burns (PTC) assumiu a vaga de “A Onde É” na Câmara. Mesmo recebendo salário como vereador, a Justiça pediu o afastamento do parlamentar por 180 dias.

Depoimentos
Ontem, o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara começou a ouvir depoimento de testemunhas sobre o caso. Logo depois da abertura da reunião, “A Onde É” foi autorizado a retirar-se por problemas de saúde. O advogado dele não soube informar, porém, se o parlamentar teria procurado atendimento hospitalar logo depois de deixar a Casa.

 Ao todo, foram ouvidas quatro pessoas indicadas pela defesa e um policial civil, que preferiu ter a identidade preservada. O agente, presente na prisão de “A Onde É”, negou a existência de ação preparada, como alega a defesa.
De acordo com ele, a prisão do parlamentar se deu em flagrante esperado. Durante toda a tarde de depoimentos, a imprensa não pode acompanhar a reunião do Conselho, pois o processo tramita em sigilo. A assessoria de imprensa da Câmara informou que, até o final deste mês, o Conselho dará parecer acerca da cassação do parlamentar.
Em agosto de 2014, a Procuradoria de Crimes Contra a Administração Pública (Procap) apresentou relatório sobre supostos desvios de Verba de Desempenho Parlamentar (VDP) na Câmara Municipal.
De acordo com a Procap, o vereador Antônio Farias de Souza -A Onde É (PTC) - era apontado por enriquecimento ilícito na contratação de “funcionários fantasmas”.
Em setembro, “A Onde É” foi preso em flagrante, acusado de reter parte do salário que seu assessor de seu gabinete receberia em uma agência do Banco do Brasil na Avenida Monsenhor Tabosa.
Logo depois, o Ministério Público encaminhou à Câmara o pedido de cassação do vereador por quebra de decoro parlamentar
Pesa contra o vereador suposto enriquecimento ilícito na compra de imóveis no Meireles. A defesa garante que todos os imóveis foram financiados e, ainda  hoje, são debitados os valores no salário do vereador.
A Onde É é acusado também pelos crimes de peculato, concussão, lavagem de ativos, associação criminosa e organização criminosa.
Um mês depois da prisão, o Conselho de Ética da Câmara se reuniu pela primeira vez para solicitar do MP acesso ao conteúdo das investigações
O parlamentar permaneceu detido durante 41 dias na Delegacia de Capturas, no Centro de Fortaleza.
No início de novembro, o Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio de Mello, concedeu habeas corpus ao vereador. 
Em fevereiro deste ano, depois de mais de 100 dias afastado, “A Onde É” 
retornou à Câmara.

Dias depois, duas decisões judiciais pediram o afastamento do vereador de suas funções na Câmara.








Via O Povo

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