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domingo, 22 de fevereiro de 2015

Em meio a crise, Dilma deixa Temer na "geladeira"

Publicado por Junior Carvalho As domingo, 22 de fevereiro de 2015  | Sem Comentarios


O vice-presidente Michel Temer atingiu o nível máximo de isolamento dentro do Palácio do Planalto e apesar de ter se colocado à disposição, não é recebido por Dilma Rousseff desde que apoiou a candidatura do correligionário Eduardo Cunha (RJ) para o comando da Câmara dos Deputados.
Segundo matéria publicada na Folha de S. Paulo neste domingo, 22, as duas únicas ocasiões juntos, presidente e vice estavam acompanhados de outras pessoas em atividades estritamente institucionais. A primeira foi na reunião ministerial, em 27 de janeiro, e a outra no encontro com Eduardo Cunha –após sua eleição na Câmara– e com o presidente eleito do Senado e também colega de partido Renan Calheiros.
Ainda de acordo com a publicação, Temer nunca teve uma relação próxima com a companheira de chapa das eleições de 2010 e 2014, mas a situação se agravou neste início de segundo mandato. Tal distanciamento foi ainda alimentado por teorias da conspiração que passaram a transitar no governo desde que o palavrão “impeachment” começou a circular nas redes sociais, muitas vezes estimulado por integrantes da oposição.
Para alguns auxiliares presidenciais, Michel Temer seria o beneficiário direto de um movimento com esse propósito, embora não haja nenhum indício de atos inconfidentes por parte do vice-presidente de Dilma.
Mesmo Eduardo Cunha, considerado pelo Palácio do Planalto como figura hostil aos interesses do governo no Congresso, já declarou publicamente não ver “espaço” para discutir uma possível saída da presidente. Pedidos de impeachment têm de passar, obrigatoriamente, pelas mãos do presidente da Câmara.
Antes de declarar apoio formal à candidatura de Cunha e Renan Calheiros, Temer tentou, sem sucesso, falar com Dilma algumas vezes. Diante do silêncio da presidente, optou por chamar o chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, e outros ministros para comunicá-los da decisão. Na conversa, ninguém se opôs abertamente à ideia. Entretanto, de lá para cá, o destino do vice-presidente foi a “geladeira” do Planalto.



























Via Ceará Agora

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