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quinta-feira, 3 de julho de 2014

Diretoria do Sindicato tenta vender sede sem transparência.

Publicado por Junior Carvalho As quinta-feira, 3 de julho de 2014  | Sem Comentarios


Uma placa de venda foi fixada no imóvel localizado na Rua João Gonçalves (Foto: Raimundo Soares Filho)


Dias atrás o blogueiro Raimundo Soares postou nas rede sociais que: Não se pode acreditar em uma Gestão que para cumprir uma promessa de campanha às véspera de nova eleição tenha que se desfazer de sua própria sede. Como ex-presidente, fundador e colaborador do SINSEMA não posso concordar com a alienação de sua sede própria". 


A sede própria do Sindicato dos Servidores Municipais de Altaneira (SINSEMA) foi colocada a venda pela atual Diretoria da entidade, em processo sem o mínimo de transparência e sob a suspeita de que a legislação que disciplina a matéria não foi observada na sua totalidade. O Estatuto da entidade não disciplina a alienação de imóveis. 


Canteiro de obras da nova sede do SINSEMA (Foto: Raimundo Soares Filho)
A obra está sob a responsabilidade da empresa NR-13 Execução Estrutural sediada em Juazeiro do Norte que instalou seu canteiro e realizou movimentação de terra. Na placa na consta o valor da obra, nem o prazo para sua execução.

A servidora Socorro Lima disse que esteve presente na Assembleia que autorizou a venda da sede, mas não lembra o número de associados presentes, nem tão pouco se houve ampla discussão do tema.

Socorro tentou conseguir uma cópia da Ata da Assembleia, mas ao informar que a mesma seria enviada para o Blog o documento não lhe foi entregue, sob a desculpa de que o pedido deveria ser analisado pela Diretoria.
 
Todos os ex-presidentes da entidade criticaram a alienação da sede própria da entidade, uma conquista histórica dos associados.

Para Ariovaldo Soares seria possível a manutenção da sede no endereço atual e a construção da colônia de férias no terreno escolhido, ambos os imóveis tem atividades distintas.

O ex-presidente da entidade Antonio de Kaci disse que não participou da Assembleia, mas ressaltou que  a construção da sede própria foi um sonho concretizado e lamentou que a atual diretoria se desfaça do que foi construído com muito esforço e dedicação.
“Sou plenamente de acordo com a construção da área de lazer, até mesmo por que era também uma meta a ser alcançada em nossa gestão, só não concordo com a venda do prédio, pois para mim ficou marcado na história do Sindicato a concretização deste grande projeto” lamentou Antonio.

Deza Soares também discorda da alienação da sede própria e que também se deve levar em consideração a aceitação da categoria de associados quanto a localização, acessibilidade e marco histórico. Deza cita ainda que pelas informações colhidas essa discussão não foi bem articulada com a categoria.
“Quanto a construção de área de lazer entendo como uma excelente iniciativa, inclusive como extensão, ambas são importantes, se os recursos não são suficientes para a nova construção, realiza-se o que for possível e continua na luta pelo objetivo” comentou o ex-presidente.

A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) estabelece alguns requisitos para alienação como avaliação prévia pela Caixa Econômica Federal ou órgão assemelhado e a presença da maioria absoluta dos associados com direito a voto.

Infelizmente não se tem informações reais do cumprimento dessas exigências uma vez que a presidente da entidade não disponibilizou cópia da Ata requerida por uma associada.

















Com informações  (blog de Altaneira)

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