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quinta-feira, 5 de junho de 2014

A uma semana da Copa, a Fifa desistiu de agradar a todos

Publicado por Junior Carvalho As quinta-feira, 5 de junho de 2014  | Sem Comentarios


Já é tarde demais para transformar a Copa do Mundo em unanimidade nacional. Com a população do país-sede dividida em relação ao evento, tanto a FIFA como o governo deixou de lado o discurso excessivamente otimista e admitiram publicamente que o Mundial não agrada a todos. Em entrevista coletiva concedida nesta quinta-feira, em São Paulo, depois de uma reunião do Comitê Organizador da Copa, tanto o presidente da Fifa, Joseph Blatter, como o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, pediram o apoio dos brasileiros ao torneio, mas reconheceram o clima de festa pode não contagiar a todos. A exatamente uma semana da abertura, Blatter se disse confiante na realização de uma boa Copa, mas desistiu de ignorar as manifestações contrárias a ela: "Não dá para deixar todo mundo contente", lamentou ele. Aldo pediu o apoio dos brasileiros ao evento, dizendo que "sabemos das nossas dificuldades".
Durante pouco mais de uma hora, Blatter, Aldo, o secretário-geral da FIFA, Jérôme Valcke, e o presidente da CBF, José Maria Marin, tentaram mostrar uma visão bastante positiva da reta final de preparativos para a estréia. No fim da entrevista, porém, o próprio Blatter pediu a palavra para desabafar, de forma espontânea, sobre quem critica a FIFA e a Copa no país. "Eu me lembro de quando o Brasil foi escolhido como sede. Houve uma enorme festa em Copacabana. Em algum momento, porém, alguma coisa mudou", disse, em referência aos protestos que miram nos gastos excessivos do país com o Mundial. Para Blatter, "é difícil fazer uma Copa, mas é impossível deixar todo mundo feliz". "As pessoas estão descontentes se tem Copa, mas também estão descontentes se não tem Copa."
Na seqüência, o cartola suíço passou a elencar os efeitos positivos de um Mundial, exaltando o clima de "solidariedade entre os povos", por exemplo. O importante, disse ele, é aproximar culturas diferentes. "Connecting people", exclamou, de olhos arregalados, emprestando o slogan de uma fabricante de telefones celulares (a finlandesa Nokia) concorrente da parceira oficial de produtos eletrônicos da Fifa (a japonesa Sony). Ao invés de manifestar algum arrependimento pela realização da Copa no Brasil, Blatter disse que "já era hora de o Mundial voltar para cá" e que, "quando o futebol começar, o país inteiro vai acabar participando de alguma forma do evento". "Estamos todos ansiosos pela abertura. Depois disso, penso eu, haverá uma mudança geral no clima. Mas acho que todos, todos, todos vão querer participar."

'No controle' - Blatter deixou transparecer que está torcendo para que a seleção brasileira vá bem no torneio. "Acho que o humor das pessoas daqui vai depender do desempenho da seleção. Madame Dilma Rousseff me disse que o Brasil está pronto para festejar o sexto título, mas lembrei a ela que as outras equipes querem a mesma coisa." Sobre os problemas que o país-sede enfrenta na semana derradeira de preparativos, Blatter não se mostrou preocupado. "Estamos seguros. Há exatos quatro anos, antes do início da Copa da África do Sul, eu disse a mesma coisa, e deu tudo certo. É uma questão de confiança." Valcke também garantiu que não perde mais o sono com as falhas e os atrasos. "A primeira semana da Copa é a mais desafiadora. Estamos no controle e não temos medo dos próximos dias."


Questionado sobre as pendências que ainda precisam ser resolvidas em estádios como o Itaquerão (com arquibancadas móveis ainda sendo finalizadas) e a Arena das Dunas (com milhares de cadeiras que ainda precisam ser instaladas), o secretário-geral disse que não existe nenhuma situação alarmante. "Se você for ao estádio, ainda há muita coisa sendo feita, mas diria que é normal", afirmou o francês sobre a arena de São Paulo. "Faltando uma semana, estamos convictos de que faremos a Copa normalmente." O ministro Aldo Rebelo, que passou os últimos anos fazendo pronunciamentos em tom ufanista sobre o evento, não quis garantir publicamente que o país está totalmente pronto. "Não dá para colocar um diploma na parede e dizer: estou preparado. A preparação tem que ser mostrada a cada dia. Mas trabalhamos muito, investimos todas as energias e continuamos mobilizados para que tudo funcione."

























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