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quarta-feira, 5 de março de 2014

A Pedreira: Três indiciados por falhas na execução da obra da adutora de Itapipoca

Publicado por Junior Carvalho As quarta-feira, 5 de março de 2014  | Sem Comentarios

Dois engenheiros e o proprietário de uma empresa de construção foram indiciados pelos crimes de  falsidade ideológica eprevaricação após a constatação de falha na execução da obra da adutora de Itapipoca (147Km de Fortaleza). O município, que sofria com a seca, teve problemas de abastecimento que geraram prejuízo a população. O Governador do Estado do Ceará Cid Ferreira Gomes foi à Itapipoca e acompanhou de perto a falta de água. A conclusão do inquérito da Delegacia de Crimes Contra a Administração e Finanças Públicas (DCCAFD) divulgou nesta quarta-feira (5), a conclusão do inquérito policial. 
Segundo informações do titular da DCCAFP, delegado Everardo Lima, as investigações apontam para uma série de falhas na obra que pode ter causado a ruptura dos tubos de PVC. Os danos geraram diversos vazamentos e deixaram a população sem água durante dias, mesmo após a construção da adutora que possuía um grande projeto temático apresentado pelo Governo do Estado.  
 
O engenheiro residente da supervisora contratada pelo Estado Consultores para Obras, Barragens e Planejamento (Coba), Francisco Rodrigues de Lima, e o proprietário daempreiteira PWEFrancisco Rodrigues de Lima,  foram indiciados por falsificação ideológica. " O colchão arenoso foi pago e temos um boletim de medição que comprova o pagamento do colchão e a Perícia indica que o colchão não foi e se eu tenho um serviço que foi pago, não foi executado e colocado na planilha é caracterizado como falsificação ideológica", explica. 
 
Já o agente da fiscalização estadual da Superintendência de Obras Hidraulícas do estado do Ceará (Sohidra), Jorge Suraty, foi indiciado por prevaricação. Ele seria responsável por cuidar da boa execução do serviço. 
 
 
Serviço de amortecimento dos tubos não foi construído mesmo após pagamento 
 
Por meio de vistorias feitas no local, depoimentos de operários que trabalhavam diretamente no serviço  e de exames periciais da Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) foi constatado que não ocorreu a execução de um leito arenoso, que é uma espécie de colchão utilizado para proteger a tubulação. O delegado destacou que o colchão que serve como amortecedor para a tubulação foi solicitados e pagos pelo Governo do Estado, porém não foram construídos, segundo o laudo da Perícia.  

Ainda de acordo com o delegado Everardo Lima, mais de 20 trabalhadores relataram o problema no encaixe dos tubos, que deveria ser feito de uma maneira manual. Mas era feita por meio com a ponta da retroescavadeira. Outro fato levantado pelo delegado é falta de fiscalização dos tubos comprados, que não foram previamente checados e estocados de maneira irregular. "Nós solicitamos a empresa que forneceu a tubulação e a empreiteira que executou 80% da obra comprou 3.400 tubos e nenhum dos tubos foi devolvido em razão de danos realizados pelo transporte, o que é comum, pois a fábrica fica em Londrina", explicou o delegado.

Para o titular da delegacia de crimes contra a administação pública, o que causa surpresa é que a empreiteira que finalizou o serviço, após a recisão contratual, comprou 272 tubos com o mesmo fabricantes e metade da tubulação estourou em razão de danos de transporte. "Causa estranheza a primeira empreiteira não ter devolvido nenhum e a empresa que concluiu 20% da obra ter devolvido mais de 100 tubos. Ou foi muita sorte ou não houve a fiscalização necessária", ressaltou o titular. 
 
O laudo que foi apresentado não é concluso, mas aponta que esses fatores podem ter ocasionados. A delegacia envia na próxima quinta-feira (6), o inquérito para o Ministério Público e vai esperar os laudos mais específicos, que a Perícia deve enviar os tubos para análise para o Instituto Técnologico. Mas o delegado ressalta que foi uma série de falhas que resultou nos problemas da execução da obra.

A pena máxima para o crime de prevaricação, artigo 319 do Código Penal Brasileiro, pode chegar a dois anos de prisão e a falsidade ideológica, do artigo 299, possui pena de um a cinco anos. 










Via diariodonordeste

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